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20/07/2021 09:30

Museus da Uefs celebram o Dia do Vaqueiro Nordestino com exposição virtual

Para celebrar o dia do Vaqueiro Nordestino, instituído pela Lei nº 11.928/09, comemorado, anualmente, no terceiro domingo do mês de julho, a Rede de Museus da Universidade Estadual de Feira de Santana (Remus/Uefs), através dos Museus Casa do Sertão e de Zoologia promove a exposição virtual “Vida de Vaqueiro sob as lentes de Miguel Teles”, disponível no link:  https://vidadevaqueiroexpo.wixsite.com/my-site-1.

 

A exposição Vida de Vaqueiro sob as lentes de Miguel Teles, reúne tessituras de aguçada sensibilidade, a fim de traçar um panorama cultural sobre essa emblemática figura do sertão.  Mais que elementos geográficos, são abordados a identidade de personagens históricos que desbravam nas agruras do cotidiano, práticas e representações, propondo num passeio virtual o perpassar por objetos, artefatos e lugares, que não por acaso, remetem a um universo de formação histórica para o país.

 

A mostra reúne fotografias realizadas nos municípios de Feira de Santana, Ipirá, Queimadas, Canudos e Mata de São João, doadas ao Museu Casa do Sertão em 2008.  As imagens capturadas pelo olhar sensível do fotógrafo, revelam a sua intimidade com o tema, pois viveu sua infância ao lado do pai vaqueiro, e por algum tempo exerceu esta atividade em Pedrão - Bahia, sua terra natal.

 

Além das imagens, é apresentado um documentário intitulado “Um dia de vaqueiro” produzido por Miguel que mostra de forma poética a lida diária dos homens do couro, em Pedrão/BA, Terra dos Encourados da Independência.

 

Os vaqueiros são profissionais que representam nas regiões sertanejas muito mais que uma ocupação, mas, sobretudo, um modo de vida com usos e costumes próprios de uma tradição multissecular. Assim, em 09 de agosto de 2011, na Bahia, através do Decreto 13.150, o ofício de vaqueiro foi registrado como bem cultural de natureza imaterial do Estado da Bahia, reconhecendo-se a importância dos saberes e fazeres da vida do vaqueiro para a formação do território e da cultura baiana.

 

Texto: Museu Casa do Sertão

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