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Produção de remédios: Uefs amplia pesquisas com animais peçonhentos

Produção de remédios: Uefs amplia pesquisas com animais peçonhentos

Solenidade de assinatura de convênio entre a Uefs e a Secti. Foto: Adenilson Nunes/Secom

   Ampliar a capacidade de tratamento nos casos de acidentes com animais peçonhentos, por meio de estudos com a toxina destes animais. Este é um dos objetivos do convênio assinado na tarde desta segunda-feira (18) pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), e a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), no prédio da secretaria, em Salvador.

   O acordo prevê a liberação de R$ 4,6 milhões, por intermédio do Programa Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (Inovatec), para montar a estrutura e adquirir bens e equipamentos destinados às pesquisas que serão realizadas no Parque Tecnológico da Bahia.

   De acordo com o reitor da Uefs, José Carlos Barreto de Santana, a instituição já realiza estudos com animais peçonhentos. Porém, o acordo ampliará a capacidade do núcleo de pesquisa. “Nossos pesquisadores já demonstraram experiência nesta área. Agora, no Parque Tecnológico, poderemos desenvolver soluções que possam ser estendidas à população. Uma possibilidade concreta para que isto se evolua para uma discussão sobre vacinas relacionadas a acidentes com animais peçonhentos”.

   Credenciada

   De acordo com a pesquisadora da universidade, Ilka Biondi, o núcleo de animais peçonhentos da universidade existe há 25 anos. “Hoje, no Nordeste, Ilka Biondi - 19/6/12a Uefs é a única instituição credenciada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para receber animais peçonhentos com a finalidade de diminuir o número de acidentes e desenvolver drogas que venham a se tornar remédios”.

   Atualmente, o laboratório de animais peçonhentos da Uefs recebe animais que são apreendidos pelo Ibama e ainda os levados por qualquer pessoa que tenha encontrado animais com características peçonhentas.

   Parque Tecnológico

   Localizado na Avenida Paralela, em Salvador, o Parque Tecnológico da Bahia foi idealizado para aliar o desenvolvimento científico e tecnológico ao setor produtivo e promover pesquisas de ponta desenvolvidas por universidades, incubadoras e empresas de base tecnológica. Atualmente, nove empresas baianas já atuam no prédio central do parque, o Tecnocentro.    A intenção é que o espaço abrigue também centros de pesquisa, universidades e empresas âncoras de Tecnologia da Informação, selecionadas por meio de chamada pública.

   De acordo com o secretário Paulo Câmera, o prédio está concluído, aguardando apenas que as empresas concluam suas instalações. Segundo ele, o parque é dividido em três grandes etapas, com a primeira, o Tecnocentro, já concluída. A segunda é o projeto executivo, em fase de finalização dos equipamentos dinamizadores. A terceira são os lotes que serão cedidos às empresas e instituições interessadas, a exemplo da Petrobras, que vai fazer um laboratório de pesquisa em campos maduros (de petróleo).

Com informações

Secom/Governo da Bahia

Ascom/Uefs – 19/6/12