DCIS realiza eleição com voto universal e estudantes emitem nota
Duas chapas concorrem para eleição de diretor e vice-diretor do Departamento de Ciências Sociais Aplicada da Uefs (DCIS), que terá votação entre quarta e sexta-feira (31 de agosto a 2 de setembro). A chapa 1 é encabeçada por João Carlos Nery de Brito, tendo Frederico Torres da Silva como candidato a vice, e a chapa 2 é composta por Joselito Viana de Souza e Flávio José de Souza.
A urna vai funcionar no módulo 3, campus universitário, em frente à entrada do DCIS.
A novidade desta eleição é o voto universal envolvendo professores, estudantes e servidores.
O DCIS envolve os cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direito e Economia. São 119 professores, 1.566 estudantes e 9 funcionários.
Ascom/Uefs
26/8/11
Nota de estudantes sobre a eleição do DCIS
Departamento de Ciências Sociais Aplicadas
adota Voto Universal nas eleições para Diretor
A quem interessa não haver voto universal? Vem de forma impactante o questionamento. Mas ainda assim é ele de uma forma quase subliminar ao longo de toda a reflexão acerca dos Departamentos e órgãos gerenciais de nossa universidade. Pergunta-se, pois: Por que ir contra o voto universal? Por que negar que a decisão da maioria seja aceita? Por que inverter a lógica democrática que às duras penas foi conquistada pela (bem) dita sociedade ocidental? Por quê?! A resposta não vem! De novo se indaga e se retorce, na esperança de um retorno: A quem interessa?! A resposta não vem! É como se um dogma surdo pairasse exclusivo por entre as colunas de nossa universidade.
Porquê? A quem interessa? Em relação aos oráculos que de alguma forma sustentaram, em algum momento histórico, tal fatiamento, pedia-se humildemente uma resposta, uma que aplaine os ânimos, uma que justifique a condição imposta. Contrariando a história da luta pelo voto universal, muitos segmentos de nossa Universidade ainda não conseguiram superar o modelo de voto de privilégios, aquele que estabelece pesos e medidas diferentes, conforme a função desempenhada pelos sujeitos universitários. A conquista do sufrágio universal remonta ao século XVIII, ou melhor, já se inicia desde o momento em que se questionam o fato de alguns poucos decidirem pelo voto os rumos para tod@s.
E quanto à conjuntura dos (mais antigos) cursos noturnos da UEFS? A saber: Administração, Direito, Economia e Contábeis. Quando se reflete acerca da universalidade democrática, quais conclusões surgem? Sim! Nossa academia tem problemas! Estruturais, conjunturais e recorrentes! Então, diante de nossa condição de discentes, docentes e funcionários, fomos levados a crer que incorporávamos interesses díspares e desencontrados. Que nossas problemáticas só teriam solução quando norteadas por vieses desta ou daquela raça que forma a fauna do DCIS. Não se sabe por quem, e nem para quê, mas entendia-se que nossa comunidade de “Socialmente Aplicados” era subdividida em castas, uns mais outros menos competentes para decidir os nossos rumos.
Colocando essa história em desespero, no dia 04 de agosto de 2011, estudantes e professores do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas concretizaram o que no contexto universitário ainda representa uma grande conquista: o voto universal para eleições da Diretoria do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas. Esse momento marcante na história de um Departamento conservador propiciou um reencontro com outra história: a luta da humanidade, em diversos momentos e lugares, para conquistar ou mesmo ampliar aquilo que em algum momento denominaram de “democracia”. Uma proposta que parecia ser uma eterna utopia, mas que por isso mesmo, nos mobilizava a caminhar... Aos estudantes, professores e funcionários que conjuntamente lutaram por esta conquista nada menos do que os aplausos de toda a comunidade acadêmica da Universidade Estadual de Feira de Santana.
Assinam:
Túlio Vicente Santana Barros – DA Administração
Fernando Gabriel Lopes Cavalcante – DA Direito
Daniel Nogueira Silva – Coletivo Mutação
Estudantes dos cursos noturnos
26/8/11

