Assembleia da Adufs nesta terça discute indicativo de greve
Nesta terça (01/03), às 16h30, no Anfiteatro do Módulo 2, a ADUFS realiza a
sua primeira assembleia do ano. Na pauta, a Campanha Salarial 2010, com a
avaliação do Termo de Acordo de incorporação da CET; a proposta da diretoria
de indicativo de greve e a Campanha Salarial 2011.
Quando a negociação avançou e as ADs já haviam decidido assinar o Termo de
Acordo no qual o governo se comprometia a incorporar a CET até 2014, na
reunião do dia 22 de dezembro do ano passado, eis que, surpreendentemente, o
governo resolveu impor uma clausula na qual o Movimento Docente aceitaria o
congelamento dos salários por quatro anos. Evidentemente que as ADs se
recusaram a assiná-lo e aguardaram o reinício das atividades acadêmicas para
que a categoria se posicione em relação a mais esta afronta do governo
contra os docentes.
Na última reunião do Fórum das ADs, realizada na ADUFS na quinta passada
(24/02), ficou explícita a indignação e a disposição para a construção de
uma resposta a mais esta provocação do governo Wagner. Afinal, com a
incorporação da CET parcelada em quatro anos os salários dos docentes das
UEBA continuam aviltantes e na condição de um dos piores entre as
Universidades estaduais nordestinas.
Inicialmente, definiu-se a realização de uma panfletagem no dia 17 de março
na UEFS, UESB e UESC, e no dia 28, na UNEB, e uma paralisação das atividades
acadêmicas no dia 30 de março, com um Ato pela manhã, na governadoria, e a
tarde, na ALBA. Uma segunda rodada de assembleias ocorrerá entre os dias
31/03 e 05/04.
Além da interrupção da negociação por parte do governo, há, agora, mais um
agravante que exige o posicionamento dos docentes: o Decreto 12.583,
publicado no dia 09 de fevereiro, que contingencia verbas. “Vamos tentar
construir uma unidade com outros setores do funcionalismo
na luta contra este Decreto. Afinal, não serão apenas as UEBA que serão
afetadas, mas toda a sociedade”, afirma o coordenador do Fórum das ADs, Gean
Santana. Sobre este ponto, as ADs decidiram entrar com uma ADIN (Ação Direta
de Inconstitucionalidade) na justiça; articular com outros setores do
funcionalismo público a luta pela sua revogação e solicitar uma reunião
entre Fórum de Reitores e Fórum das Entidades.
Na compreensão da diretoria da ADUFS, o momento é de pressionar para que o
governo retire a tal clausula e o acordo seja assinado. Também nas outras
ADs assembléias serão realizadas para avaliarem a proposta do indicativo de
greve que, uma vez aprovado, sinalizará a disposição da categoria para um
enfrentamento com a possibilidade de uma greve a curto prazo.

