Franklin Maxado expõe cordéis e xilogravuras no Amélio Amorim
O artista Franklin Maxado, considerado um dos mestres da arte da xilogravura, realiza, no Centro de Cultura Amélio Amorim, a mostra Xilo Cordel Vivo, com exposição de cordéis e xilogravuras. O público pode prestigiar mais de 50 trabalhos produzidos no decorrer dos 33 anos de artes plásticas do autor. Na abertura, quinta-feira (12) à noite, foi exibido o filme de Luciana Boeira, produzido com a participação de Maxado e suas xilogravuras sobre o cangaço e Lampião. A visitação continua até o final de junho.
A exposição é a mesma que apresentou recentemente, em Salvador, promovida pela Caixa Econômica Federal, na qual lançou a Antologia de Cordel, uma publicação da editora Hedra, de São Paulo. Agora será apresentada em Feira de Santana, a convite da Universidade Estadual de Feira de Santana. Traz apresentação do escritor Aleilton Fonseca, da Academia de Letras da Bahia.
Além de cordelista, Maxado Nordestino é poeta, jornalista, folclorista e compositor. É considerado pelo escritor Aleilton Fonseca “um símbolo da resistência e da permanência da literatura de cordel e da xilogravura nos tempos atuais”. Aleilton, que também é professor da Uefs, vai mais além ao afirmar que “a xilogravura de Franklin Maxado é uma arte de resistência e convencimento que enriquece o acervo da cultura brasileira como uma contribuição pessoal e exemplar”.
A antologia de Cordel reúne impressões de nomes importantes da literatura brasileira, como Jorge Amado. O escritor ressalta que Franklin Maxado abandonou outras ambições e outros sonhos para se dedicar, de corpo e alma, ao cordel. “Trata-se de um clássico no gênero”, resume. Também emitem opiniões sobre o trabalho do artista, Cid Seixas, Paulo Dantas, Juarez Bahia, Ronaldo Senna e Joseph Luyten, membro da Associação Paulista de Críticos de Arte.
Feira de Santana, 13 de junho de 2008.

