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Cultura

A idéia de cultura, neste espaço do portal da UEFS, prioriza a produção artística e intelectual que caracteriza a sociedade. Portanto, o link em questão permite ao interessado informar-se sobre a criação artística na universidade, além de colocá-lo a par dos hábitos culturais da região. Por ser um espaço plural, não desprezamos nenhum fato histórico-cultural, seja referente às tradições da comunidade, sejam os pertinentes a arte moderna ou os vanguardistas. Com isso, estaremos inserindo textos autorizados, após publicação em jornais, periódicos, blogs ou outros veículos de comunicação. 

 

Índice

 

 

Artigos

 

Do ciclo do couro ao pós-modernismo na UEFS

           

            A Universidade Estadual de Feira de Santana tem estudado, incentivado e apoiado as Artes Plásticas desde 1976 - ano da sua criação.

            Todo seu equipamento, desenvolvido ao longo deste período visa contemplar as etapas da carreira do profissional e amador desta vertente artístico-cultural beneficiando Feira de Santana como um todo.

            Devo iniciar pela criação do Museu Regional de Arte em 1967 – um marco entre o fim do ciclo do couro com arte utilitária (século XX) e início da arte pura (arte pela arte) - onde o feirense viu pela primeira vez, exemplares da arte moderna brasileira e inglesa. A vivência com o modernismo não desprezou o couro e a boiada. O Museu reservou a Sala do Couro para exemplificar esse importante momento do progresso da cidade.

            Em 30 de julho de 1978, aconteceu a inauguração do Museu Casa do Sertão – uma iniciativa do professor Raimundo Gonçalves Gama, junto ao Lions Clube de Feira de Santana e por ele administrado por muitos anos.

            No dia 20 de agosto de 1985, por iniciativa de Dival Pitombo o acervo do MRA passa para a tutela da UEFS e em 1995, com a construção do CUCA, no reitorado de Josué Mello e início da professora Anaci Bispo Paim é transferido para o antigo Prédio da Escola Normal totalmente recuperado e adaptado para a nova função.

            A partir de então, o Museu tem buscado parcerias com outras instituições como o MAM de Salvador e o Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília, resultando no projeto “Coleções do Brasil”. São quatro grandes catálogos para registrar estes eventos.

            Esse Museu tem características próprias e contempla principalmente artistas já comprovados pela comunidade e pela crítica especializada. O projeto “A escola vai ao Museu” aumentou a visitação de escolas com 180 alunos por semana (média) e as três exposições anuais com artistas convidados dinamizam e estimulam as escolas a participarem do referido projeto. A seleção dos artistas convidados é justificada pela responsabilidade das aulas ministradas, conceituando o que é artístico para os alunos em questão.

            Ainda com Anaci Bispo Paim, foram criadas a Galeria de Arte Carlos Barbosa e o Museu Galeria de Arte Caetano Veloso, dando apoio logístico ao artista emergente e profissional, colocando-os em contato com colecionadores, decoradores, arquitetos, marchands da capital baiana.

            O Museu Casa do Sertão ficou definitivamente com o trabalho de apoio à história e divulgação da primeira fase do progresso da cidade. Agora com o professor José Carlos Barreto de Santana, novos projetos são acolhidos nas dependências do Museu: a professora e artista plástica Maristela Ribeiro criou junto a artistas da terra o grupo “Gema” – Grupo de Pesquisa em Arte Contemporânea proporcionando a pesquisa, fundamentado em três domínios: o âmbito investigativo, a produção propriamente dita e a conseqüente difusão. Esta iniciativa tem lugar no MRA três vezes por semana, além de ações em áreas públicas da cidade. Um projeto abrangente e dinâmico desvendando as possibilidades da arte contemporânea.

            A UEFS, ainda, disponibiliza professores para jovens e emergentes artistas através das Oficinas de Criação Artísticas - OCA, onde Maristela Ribeiro coordena e incentiva os futuros artistas.

            O Centro Cultural Amélio Amorim, tem sido palco de várias exposições coletivas, contemplando maior número de artistas possível, inclusive a realização dos Salões Estaduais de Artes Plásticas.

            Nesse âmbito, é preciso pensar o que acontece com a política e estratégias para alcançar um bom desempenho coletivo. Não o que um equipamento em separado realiza. Cada um desenvolve ações específicas. Os Museus estão localizados no “ápice” da pirâmide, portanto do estágio áureo da carreira. Os artistas ali preservados para o futuro, são os que têm aprovação efetiva da comunidade, da critica especializada, do meio artístico como um todo.

Por isso, todo artista almeja conseguir uma exposição individual em um criterioso Museu. É este cuidado, este conceito progressivo da carreira artística que contribui para enriquecer currículo de um respeitado artista plástico. Isto a UEFS tem preservado em função do próprio artista.

Já pensaram se fosse permitido a um professor sair com um Di Cavalcante ou Vicente do Rego Monteiro para ilustrar uma aula em colégio local? O que diriam os ex-diretores desta casa: Franklin Machado, Antônio Barreto, Raimundo ou o falecido Dival Pitombo, que cuidou deste acervo por 22 anos de sua vida?

Segundo Odorico Tavares, “Feira de Santana merece o Museu que tem, porque sua gente soube receber essa casa de cultura. Não podemos lembrar esse povo, sem o seu Museuzinho". No entanto, não posso deixar de citar Robert Hughes quando diz: “Seria um exagero dizer que se pode educar alguém por meio da arte. Mas ela é capaz de fazer de nós pessoas melhores e mostrar que existem muitos mundos além do nosso umbigo”.

 

Gil Mário - Texto publicado na Coluna Universo das Artes - Jornal Folha do Estado, em 18 de outubro de 2008.

  

Feirenses na IX Bienal do Recôncavo

 

Cultura - Imagem IV Cultura - Imagem V

Instalação “Resguardos” de George Lima selecionada para a Bienal

“Derrubada do Pau Brasil” obra de Gil Mário em exposição na Bienal do Recôncavo


Acontece no sábado, dia 8 de novembro a partir das 19 horas, a abertura oficial da IX Bienal do Recôncavo em São Félix. Nesta edição a novidade é que as exposições vão ocupar além do Centro Cultural Dannemann, outros espaços do município, como a Santa Casa de Misericórdia e a Estação Rodoviária, abrangendo também a cidade de Cachoeira na Ordem Terceira do Carmo.

Criada no início dos anos 90, a Bienal do Recôncavo é um dos principais eventos artísticos do Brasil, contando com a participação de concorrentes nacionais e estrangeiros. De 1379 inscritos foram selecionados 258 artistas em 11 modalidades: artes gráficas, desenho, DVD, escultura, tapeçaria, gravura, instalação, novas experiências, objeto, performance, pintura e fotografia.

Cultura - Imagem VI

Entre os selecionados estão os feirenses: Edson Machado “Da Série Fotos Móveis: O Critico” e Abelardo Boudox - “ Sertão Santana” na categoria fotografia; George Lima - “ Resguardos”   na categoria  instalação   e  em pintura  Gil Mário - "Derrubada do Pau Brasil"  e Maristela Ribeiro  com “Itaparica I”.

O vencedor ganhará uma bolsa de cinco meses na Academia de Brera de Milão, na Itália, sob a tutela de Antonio D’Avossa, professor de história da arte contemporânea na instituição. Os participantes também concorrerão a prêmios no valor de R$ 4.000 para Artista Destaque da Região do Recôncavo e Prêmio Aquisição (cinco), além das Menções Especiais.

Parabéns ao diretor do Centro Cultural Dannemann Pedro Arcanjo, que durante anos vem realizando este evento com competência e integridade.

Pedro Arcanjo, diretor do Centro Cultural Dannemann

Lígia Motta

Crítica de Arte

Texto publicado na Coluna Arte Galeria,

do Jornal Folha do Estado em 04 de novembro de 2008.

 

Memórias, Pintores de Feira de Santana dia 27 no MRA 

 

Cultura - Imagem VII

Um dos trabalhos de César Romero na exposição no Museu Regional de Arte de Feira de Santana. 

Os artistas plásticos feirenses, Leonice Barbosa e César Romero, realizarão uma grande exposição de seus trabalhos recentes no dia 27 de novembro no Museu Regional de Arte do Cuca.

Essa mostra tem a finalidade de divulgar os folders produzidos pela Fundação Carlo Barbosa denominados, Memórias, Pintores de Feira de Santana que está na quarta edição. Os dois anteriores foram de Carlo Barbosa e Gil Mário.

A Diretora Presidente, Lucy de Oliveira Barbosa e o coordenador do projeto, Carlos Alberto Oliveira Brito têm se empenhado para apresentar o melhor da cidade com nível profissional invejável. O Rotary Clube Feira Leste, Distrito 4390, tem transformado essa produção em divulgação internacional, estendendo através de seus associados para vários países do mundo.

A Prefeitura Municipal de Feira de Santana torna-se parceiro com o Pro - Cultura e Esporte. Desta forma, esperamos transformar esse evento no maior acontecimento artístico do ano de 2008.

Aqui está um artista que Feira conhece: “Desenho desde pequeno. Minha infância foi marcada por traços e algumas cores. Menino tímido, cheio de diálogos internos. Muitas dúvidas, questionamentos, muita leitura e música. Seria médico, um desejo familiar que nunca contestei. Mas havia um outro lado só meu: ser artista. Um segredo alimentado com firmeza e convicção. Ser artista não era na época - ano 60 - uma grande opção para as famílias. Hoje, seria? Médico, advogado, engenheiro, sim. Minha timidez, meu silêncio, foram meus grandes aliados. Ninguém sufoca um sonho, ninguém.

Dois fatos foram determinantes em minha formação de artista plástico: a convivência com as feiras livres, sempre as segundas-feiras, e, companhia de meu pai, e a criação do Museu Regional de Feira de Santana. Se eu tivesse nascido em outra cidade, muito provavelmente não haveria o artista que sou, nem esta obstinada escolha de brasilidade. Feira de Santana fixou meu destino em forma, linha e cor.

Vim para Salvador povoado de lembranças da caatinga e do sertão. Em 1967, tive minha primeira exposição e meu primeiro prêmio. Salvador me legou os símbolos afro-brasileiros e as festas de largo. Somações de influências que resultaram no produto final de meu trabalho.

Minha arte foi construída de poderosa renúncia.

O tempo passou e continuo fiel à pintura nestes 41 anos, em que signo e cor se comportam fraternalmente.

Existe um lugar, além dos modismos passageiros, para um artista que busca manter uma linguagem. Há algo sólido no que faço um rastro de fidelidade aos meus propósitos, à minha busca.”

E aqui uma feirense de raízes plantadas através de um dos representantes da classe dos motoristas caminhoneiros - que alavancaram o progresso da cidade de Feira de Santana - seu pai: Antonio Cassiano Barbosa e sua mãe, professora Judith Simões de Oliveira Barbosa.

 Leonice Barbosa também professora desde 1972 dedica-se no momento com intensidade a criação das artes plásticas. “Em 1991, expôs pela primeira vez na comemoração de aniversário da Legião brasileira de assistência LBA, em Salvador. O talento artístico sufocado explode em forma de reminiscências da infância. Como tem muito a contar, gradativamente abre portas e janelas das casas onde entra o sol e uma luz serena de alegre expectativa que ilumina cenas do cotidiano de casas humildes do meio rural nordestino: as vendas os fregueses tinham cadernetas onde eram anotadas as compras que faziam, hoje substituídas por supermercados. O interior das casas não tinha os objetos que põem o homem do campo em sintonia com o mundo, tais como rádio,televisão, aparelho de som,além do extraordinário DVD.são cozinhas,salas e quartos onde os móveis são os essenciais e com detalhes que mostram uma precariedade absoluta.A água fria,consumida no domicílio vem da talha ou pote no canto da cozinha. O penico ou urinol debaixo da cama, o candeeiro na parede denunciam respectivamente a falta de saneamento básico e eletricidade.

Tanta carência e simplicidade fazem com que ressaia à dignidade dos seus moradores onde os ambientes estão impecavelmente limpos, arrumados, sugerindo que, até a bem pouco, havia ali alguém, mas o momento captado pela artista não é de frieza ou solidão e sim de serenidade e aconchego.”.

 

Gil Mário - Texto publicado na Coluna Universo das Artes - Jornal Folha do Estado, em 1º de novembro de 2008.

 

Os poucos limites da criação artística

 

As artes plásticas, por sua própria natureza liberal, não se detêm em limites ou barreiras regulamentares originadas do Estado ou de outras instituições. O limiar da criatividade deve observar, apenas, a ética da sobrevivência do ser humano enquanto formação da convivência coletiva. Nunca estimular a degeneração dos preceitos que limitam a agressão ao próximo.

        

 A obra de arte contemporânea compartilha com velhas e novas teorias, não precisando alcançar o auto-flagelamento ou a mutilação, uma aberração da natureza humana, uma distorção psíquica que não resulta em engrandecimento do ser, complementação da cultura ou contribuição social.  A relação antiga e nova rompe-se em determinado momento a favor do inédito coerente. A busca da “novarte” não se afirmou pelo grande leque de opções que a globalização vem oferecendo em meio a distorções em nome do novo. Dessa maneira, poucos se definem dentro do conceito:

 

A arte é tudo o que pode causar uma emoção estética, tudo que é capaz de emocionar suavemente a nossa sensibilidade, dando a volúpia do sonho e da harmonia, fazendo pensar em coisas vagas e transparentes, mas iluminadas e amplas como o firmamento. Ë em conclusão, a energia criadora do ideal. (Farias Brito, apud Clóvis Monteiro, Nova antologia brasileira, p. 91).   

 

A analogia que também faz parte dessa teoria baseia-se na semelhança entre idéias ou coisas, procurando explicar o desconhecido pelo conhecimento, o estranho pelo familiar.

 

É possível fabricar artificialmente as circunstâncias em que se rompem as barreiras do tempo sem, contudo, partir para simples agressão sociocultural. A vanguarda e o inédito são indispensáveis à criação artística, e os meios tecnológicos contribuem para a materialização da idéia, mas não acredito na dissociação da composição artesanal (técnica) em detrimento do conceito da obra. Ambos devem contribuir para a mostra final, mesmo que o produto seja efêmero.

 

O foco, o objetivo é a obra de arte. A prerrogativa do inédito artístico, não pode ser confundida com a busca simples e vazia do impacto. O desenvolvimento da cultura de um povo está agregado ao momento social de uma comunidade refletindo, em projeção (à frente), os anseios pelo novo (inédito), toda sua beleza intelectual dentro de um parâmetro de evolução e sobrevivência coletiva. Isto é: sem amarras, porém, respeitando os limites éticos dos direitos do próximo. Nessa perspectiva, não se trata simplesmente, de democratizar o acesso à arte, mas, sim de compreender a tecnologia e ferramentas do trabalho adequado para uma relação nova, criativa e participativa com o passado, o presente e o futuro.

 

Sabemos do legado revolucionário deixado por Pablo Picasso, destinado a defender a paz, mostrando os horrores das guerras em Guernica e estimulando novas vertentes a provocar o século XX, com propostas de mudanças relativamente ao gosto estético, como o Cubismo, mas que não desprezou o estudo da forma.  Duchamp, por sua vez, extrapola com os conceitos e coloca objetos formais ou industriais em posição de arte. No entanto, a genialidade desses ícones da criatividade em busca do inédito não descambou, apenas, para o impacto. Os seguidores de Duchamp distorcem sua genialidade, ao materializarem suas vagas idéias em pretensas exposições.

 

Atualmente, as performances vêm tomando rumos tão extremos que já podem ser estudadas como categorias distintas das artes plásticas, a exemplo da música, das artes cênicas, da dança e do cinema. As performances chegam a se assemelhar com a cena teatral, portanto, necessitam mais das habilidades de um ator.

 

O exemplo de Paul Gauguin é significativo para ilustrar as distorções de comportamento social. Artista fantástico pelo que produziu em uma Europa que ditava a moda abandona tudo e todos e vai morar no Taiti em busca da liberdade. Acreditava que “para pintar de verdade há que sacudir o civilizado que carregamos e sacar o selvagem que levamos dentro”.

 

Nem tão selvagens, nós, artistas, precisamos nos tornar, para nos libertarmos das amarras da sociedade em que vivemos. As alucinações de Gauguin, no fim da vida, incluíam o canibalismo.

 

Aprenderia a adorar esses deuses sanguinários que atiçavam os instintos, os sonhos, a imaginação, os desejos humanos, não sacrificavam jamais o corpo a razão. Estudaria a arte das tatuagens e conseguiria dominar seu labiríntico sistema de signos, a cifrada sabedoria que conservava intacto seu riquíssimo passado cultural. Aprenderia a caçar, dançar, rezar nesse maori elementar mais antigo que o Taitiano e o regeneraria seu organismo comendo carne de seu próximo.

 

Qualquer profissão está sujeita a limites de convivência mínimas, eis um principio que não deve ser desprezado. Não será, pois, sensato que os espaços destinados a arte, incrementem a incoerência desvairada, o impacto inconseqüente, a transgressão que signifique desrespeito à ética da sobrevivência humana. Esse é o caminho que as performances não devem seguir.

 

Podemos pular de dois em dois degraus para alcançar mais rápido nosso objetivo, mas de maneira sustentável, coerente com as artes plásticas e apresentando o melhor do âmago da alma criadora e inventiva. 

 

                                                                                        Gil Mário

             Artista plástico, professor da Uefs e curador do Museu Regional de Arte.

Feira de Santana, 2008.

Publicado no Jornal Folha do Estado, na coluna Universo das Artes.

 

 

Cori Neto um artista que amava a pecuária nordestina

 

Cori Neto foi um dos artistas que trouxe no sangue a habilidade artística. Formado pela UFBA em “Bacharelado de Desenho e Plástica” em 1971, freqüentou os primeiros movimentos artísticos da nossa cidade quando o mais importante acontecimento foi à inauguração do Museu Regional de Feira de Santana em 1967, incentivado pelo jornalista Assis Chateaubriand que no fim da vida teve a brilhante idéia de fundar museus por todo Brasil, doando para os feirenses e por quem passa na cidade a mais importante coleção Inglesa das décadas de 50 e 60. Neste período Cori praticou com intensidade a pintura de cavalete e marketing elaborando marcas e slogans ligados a fazendas, agro-indústrias e associações de animais de raça.

O artista nascido Coriolano Carvalho Pacheco, neto do Sr. Coriolano Carvalho, um dos cidadãos mais respeitados de nossa cidade, resolveu voltar às artes plásticas com intensidade, produzindo em cima do seu tema preferido, o regional reflexo de uma vida de hábitos e experiências no ramo.

Com uma pintura quase acadêmica, Cori conseguiu imprimir uma identidade própria e ensaiou certo modernismo sem perder o que tinha de importante na sua pintura, a fidelidade na caracterização das raças reproduzidas.

Este dublê de artista e pecuarista, rico de amigos e um dos maiores conhecedores do ramo que atuou, foi o neto preferido do Sr. Coriolano Carvalho, amigo de muitos anos do meu pai – Gilberto Torres de Menezes – transmitindo esta amizade desde o tempo que morávamos no Porto da Barra em Salvador. Cursamos a mesma faculdade: Escola de Belas Artes da UFBA em épocas distintas. Cori seguiu trajetória no ramo da pecuária com mais, afinco e eu segui com as artes plásticas, mais eventualmente nos encontrávamos.

Registro aqui, o meu pesar pela perda recente de um grande batalhador pelo sucesso das exposições pecuárias de Feira de Santana.

 

 

Gil Mário - Texto publicado na Coluna Universo das Artes - Jornal Folha do Estado, em 22 de setembro de 2008. 

 

Marcel Duchamp não passou de um intelectual

 Cultura - Imagem I

Robert Hughes o maior crítico de arte vivo segundo Marcel Marthe

 

O ex-diretor da revista americana Time, Robert Hughes - australiano de nascimento- lançou o 1º volume de suas memórias no Brasil, pela editora Companhia das Letras.

            Segundo a revista Veja de abril de 2008, “Hughes e o mais conhecido crítico de arte vivo”. Por isso mesmo, chamou-me atenção sua posição a respeito dos devaneios cometidos em nome da arte contemporânea. “Aquilo que foi criado no período de ouro da arte e insubstituível. Não apenas por que não se poderiam refazer tais obras. Vivemos numa era muito pobre em matéria de artes visuais. Hoje, podemos encontrar bons escultores e pintores, mas a idéia de que a arte atual possa um dia se igualar as enormes realizações do passado e um disparate. Nem uma pessoa séria, por mais que se empolgue com a arte contemporânea, poderia acreditar que ela um dia será comparada àquilo que foi feito entre os séculos XVI e XIX”. E preciso ter em mente que a arte e feita antes de tudo para deliciar os olhos e o espírito transformando em um hobby prazeroso nos conduzindo a um conhecimento mais profundo de nossa natureza. Gênios como Matisse e Picasso extraíram sua inspiração de artistas da Renascença e do século XVIII.

            A “estrela” dos adeptos incondicionais da arte contemporânea, Marcel Duchamp, não passou de um intelectual. “Sua elevação à figura ‘seminal’ nunca me convenceu, já vi de perto todos os trabalhos que ele fez e nunca obtive nem um prazer com ele. Duchamp não foi um grande artista, e sim um homem de idéias notáveis”. Além disso, a influência de Duchamp sobre a arte contemporânea foi libertadora, mas também catastrófica. Por que ser o pai dessa bobagem chamada arte conceitual não é uma distinção de que se orgulhar. Para compreender o tamanho do estrago, basta dizer que sem ele hoje não haveria as chamadas instalações, “aquelas obras tolas e que o espectador e convidado a passar por túneis e outros recursos infantis. Ou precisar ler uma bula para entender o que o artista quis dizer.” Segundo Hughes não liga a mínima para bienais. ”Elas hoje tem relevância só para os negociantes de artes. Por baixo da fachada novidadeira, a maioria desses eventos se transformou em feiras vulgares. A atmosfera do circuito internacional e corrupta vive de modismo para faturar.” Nem tanto! Alguns dados sobre Hughes foram copilados da entrevista concedida ao jornalista Marcelo Marthe.       

 

Gil Mário - Texto publicado na Coluna Universo das Artes - Jornal Folha do Estado, em 27 de outubro de 2008.

 

 

A Poesia de Asa Filho na Coluna Arte no Brasil

 

 

Carybé

Feira de Água de Meninos

Bahia – 1983 OST

35x50 cm

Cultura - Imagem II

 

O lirismo e o envolvimento poético de Asa Filho descrevem com fidelidade a emoção de quem viveu este momento característico de época. Hábito nordestino, sertanejo, feirense e das cidades circunvizinhas do grande entreposto comercial que foi nossa Feira de Santana.

A obra de Caribé permite a materialização quase fotográfica da cena reproduzida em forma de poesia.

   

É Segunda Feira

 

Eles embarcam nas boléias

Eles em cima do caminhão

Apitou o pau-de-arara

Ainda falta o seu João

E na decida da ladeira

Um freio de arrumação

 

É segunda-feira

Na Feira de Santana

O povo do interior

Trazem maxixes e bananas

E as mocinhas caipiras

Se metem a bacana

 

O nosso café São Paulo

Só cheira a fazenda

A Marechal Deodoro

A Verduras e pimentas

E lá no campo do gado

O perfume ninguém agüenta

 

Ta chegando o fim da feira

Vamos fazer a arrumação

Eu não vendi quase nada

O povo só fala da situação

Mas Deus vai me dá o jeito

De eu ganhar o meu tostão

 

Asa Filho

 É compositor, intérprete e membro da Academia de Letras e artes de Feira de Santana.

Texto publicado no Livro “Cultura e Artes Plásticas  em Feira de Santana” em 2003.

 

 

“Ramos de Graça”

                                               Graça Ramos

 

Cultura - Imagem III

 

Graça Ramos uma feirense de sucesso

 

Minha querida amiga e colega nas artes plásticas, Graça Ramos, famosa moradora do bairro da Kalilândia na década de 60, veio a Feira de Santana na última quarta-feira e aproveitou para visitar a importante Pinacoteca da Câmara de Dirigentes Lojistas - CDL e o Museu Regional de Arte do Cuca/ UEFS onde possui exemplares da sua produção artística. Graça, que já foi diretora da Escola de Belas Artes da UFBA e morou na Europa por mais de quatro anos - precisamente na Espanha - constituiu ao longo da vida profissional um rico currículo engrandecendo sua cidade natal, Feira de Santana.

Temos grandes representantes nas artes plásticas. Graça Ramos é mais um orgulho para o feirense.

Aqui está uma das vertentes artísticas, um trecho da poesia: “Ramos de Graça”:

 

 

Reconstituição do meu ser

 

Ser tão verde vermelho, brava gente!

Currais de gado cheiram as minhas narinas

Sol do sertão-verões quentes

Redondo sol

Redonda lua

 

Ramos de Graça

Reconstituição do meu ser

 

Ramos de flamboiants

Vermelhas pétalas que coalhavam o céu e o chão da minha terra

Cor do sol ardente

Minha alma sequiada de saudades

Rio de poças d’água

Kalilândia dos anos 60

Descalças ela e eu

Formas desenhadas explodem do inconsciente de menina

Brilhos do circo Nerinho

Festões de Natais-Armarinho Aurora

Cores reluzentes dos meus sonhos

Enxovais de noivas de Olga da Princesa

Bordados à mão por Helena Caribé

 

Toalhas de linho marcadas de ilusão...

 

- Ramos dos fios lacerdinhas

Feira infestada era noite de boca em boca, pele em pele

Praça de matriz enfeitada

 

Em volta do coreto

Ciranda impregnada de amores

Filarmônica 25 de março

Voltas e mais voltas para procurar o hoje

Onde todos foram?

Impalpáveis aqueles dias.

 

Bandeirinhas de cores translúcidas que me arrepiavam

Enfeitavam festas de fogos e folguedos...

Convulsões de alegria.

Néons da Rural Wilys de Juca Dias na Praça da Bandeira me alucinavam

 

Tomara que chova para brincar de barquinho de papel e fazer bonecos de barro

Bairro da Kalilândia forrado de saibro amarelo, caramelo!

Massas, magma de minhas primeiras experiências...

Barro frio e gostoso que me sujava os dedos, as mãos, o corpo...

Me lambuzava de vida... Causa de muitas surras.

Pisava naquele amálgama com vontade de integrar-me a ele,

Ser ele mesmo...

Ser matéria para ser arte.

Fazer arte para ser inteira.

Furar o solo branco com ferro duro,

Desenhando formas geométricas, arriscando ferir o pé,

 

Desenhando formas geométricas, arriscando ferir o pé,

Para ver o sangue vermelho pintar a terra...

 

Santa Clara clareou

São Domingos me alumiou

Vai chuva, vem sol,

Enxugar o meu lençol

- Tomara que não chova

Pra brincar de roda, de pula-pula...

Pinto agora com a mesma despretensão com que desenhava o solo de minha infância,

‘Proporcionando emoções sem tédio’ <<Francis Bacon>>

Deixando fluir o meu interior sem pensar em nada

O meu inconsciente foi meu mestre, minha inspiração

Brincando, deixei passear a mão sobre as telas:

Planos redondos e quadrados

Do meio por fim, me veio à tona, a lembrança dos primeiros anos

Consciente estava desenvolvendo pinturas que traduzem o ontem

Volutas desenhadas no meu chão

 

Chovesse ou não

De toda feliz!

 

 

Graça Ramos

 É formada em Artes Plásticas pela UFBA,  mestre em Artes pela Universidade da Pensylvania (EUA), é Doutora pela Escola de Belas Artes da Universidade de Sevilla, autora de publicações artísticas, membro da Academia de Letras de Feira de Santana, professora da UFBA, foi diretora da Escola de Belas Artes da UFBA.

Texto publicado no Livro”Cultura e Artes Plásticas

 em Feira de Santana” em 2003.

 

O Grande Raimundo de Oliveira

 

Raimundo de Oliveira foi o primeiro dos feirenses a entrar para o singular rol de prestigiados artistas nacionais e destacar-se como modernista baiano.

            Nascido em Feira de Santana em 1930, filho de Arsênio Oliveira, próspero comerciante, sócio da firma Marinho, Santos e Cia. LTDA. e de Leolinda Falcão de Oliveira (D. Santa), veio a falecer tragicamente, suicidando-se em 1966 quando a fama já o agraciava, mas a solidão o importunava. Autodidata demonstra uma incrível capacidade crescente e constrói pouco a pouco sua vigorosa e sincera emoção pictórica. O quadro Crucificação é um perfeito exemplar da genialidade do artista que neste mesmo ano pinta, Cabeça de Cristo e Virgem Maria (este do colecionador Antônio Gidi) definindo a tendência dos contornos pretos e bem marcados que o acompanha até a fase áurea da década de 60.

            Aproveitando-se do conhecimento histórico e religioso Raimundo utiliza-se da simbologia para criar de maneira própria e única. Algumas vezes confunde-se com a técnica primitivista da cor pura, outra com lembranças do cubismo, entretanto nada o distancia da busca pelo inédito, renovando em nosso tempo imagens cheias de grande valor espiritual e religioso.

Certa feita, o diretor do Museu Regional de Arte, Dival Pitombo (1915-1989) relatou que todos os sábados se reuniam em sua casa para ouvirem música erudita e debater questões de arte e outras formas de cultura. Do grupo faziam parte Ele, José Xavier, Jorge Montalvão, Bernardino Silva, Fernando Santos e Antônio Passos. “Dali saiu alguma coisa válida: a primeira exposição de Arte Moderna que realizamos aqui com participação de trabalhos de Portinari, Inimá de Paula, Pacetti, Mário Cravo, Genaro, Volpi, Djanira e tantos outros nomes estelares da arte nacional.”

            As poucas vezes que estive em São Paulo e no Rio de Janeiro verifiquei que algumas das principais galerias do país ainda mantinham quadros de Raimundo nas suas paredes como símbolo de status.

            O sucesso e respeito pelos nossos artistas ainda é muito recente, considerando que Raimundo foi o primeiro destaque e apenas há pouco mais de quatro décadas. Hoje é exemplo de sucesso para este seleto grupo que compõe a Pinacoteca da CDL.

            Quero lembrar a fala sempre atual de Wilson Rocha quando diz que a “pintura humanizada por uma quantidade adicional de lágrimas e sonho, respira a paixão ética e mística do país desolado do Nordeste, território da agonia e do nada, onde no homem pode despertar e erguer-se um profeta e das profundezas de sua angústia clamar. Só o silêncio metafísico e a força telúrica do Nordeste podem produzir um artista tão raro como Raimundo de Oliveira”. Este profeta, feito artista plástico que a CDL reverencia em primeiro lugar.

 

Gil Mário de Oliveira Menezes

Professor Titular da Universidade Estadual de Feira de Santana

Dirige o Museu Regional de Arte

Artista Plástico

Texto publicado no Catálogo da Pinacoteca da CDL em 2007

 

Quatro Décadas de Artes Plásticas na CDL

 

A importância desta coleção, que constitui a Pinacoteca da Câmara de Dirigentes Lojistas de Feira de Santana – CDL se reflete nas assinaturas contidas nas obras relacionadas neste catálogo.

A CDL tem demonstrado constante preocupação com a preservação da cultura feirense e sua evolução ao nosso tempo.

Visando apresentar o melhor, em 1997, na primeira gestão do presidente Alfredo Falcão, fui convidada a apoiar na condição de curadora de uma das mais importantes mostras realizadas em Feira de Santana. Nomes como Carybé, Calazans Neto, Carlos Bastos, Floriano Teixeira, Mário Cravo Jr., Jenner Augusto, Santi Scaldaferri entre outros ilustradores de Jorge Amado, desfilaram nas paredes da CDL. Agora, volto a esta grande parceria sob sugestão de Alfredo Falcão, para realizarmos a captação das obras e exposição de inauguração de um grupo de artistas feirenses que se destacaram profissionalmente a partir de Feira de Santana, priorizando a geração de 1970. Pela fertilidade polivalente desta cidade, muitos outros nomes mereciam este destaque, no entanto o primeiro grupo foi selecionado para representar uma geração batalhadora e vencedora, divulgando a nossa cidade pelos quatro cantos do mundo artístico, mais notadamente, França, Espanha, Alemanha e Portugal na Europa. Nos Estados Unidos exposições coletivas aconteceram em Nova York, Los Angeles e San Francisco. Na América Central, Cuba foi contemplada com individuais e na América do Sul, a Argentina recebeu nossos artistas.

Os principais centros culturais do Brasil já contemplaram obras destes artistas.

Agora a CDL cuidadosamente, coloca à disposição do público feirense, a representatividade do melhor da região em esforço ímpar preservando para futuras gerações um exemplar de cada, confirmando a preocupação em exemplificar para a posteridade o que Feira de Santana produziu artisticamente nestas últimas quatro décadas.

É importante destacar que nosso conceito de objeto artístico reflete na descrição de Farias Brito, (apud Clóvis Monteiro, Nova antologia brasileira, p. 91) quando diz: “A arte é tudo o que pode causar uma emoção estética, tudo que é capaz de emocionar suavemente a nossa sensibilidade, dando a volúpia de sonho e da harmonia, fazendo pensar em coisas vagas e transparentes, mas iluminadas e amplas como o firmamento, dando-nos a visão de uma realidade mais alta e mais perfeita, transportando-nos a um mundo novo, onde se aclara todo o mistério e se desfaz toda a sombra e onde a própria dor se justifica como revelação ou pressentimento de uma volúpia sagrada. É, em conclusão, a energia criadora do ideal”.

Com este espírito agradecemos a todos estes artistas o carinho e desprendimento com a doação das obras e a CDL pelo conceito de preservação da cultura artística da cidade.               

 

 

Lígia Motta

Crítica de Arte e Curadora da Mostra

Feira de Santana 2007

Texto publicado no Catálogo da Pinacoteca da CDL em 2007

 

 

Monumento a Georgina Erismann comemora os 80 anos do Hino à Feira

 

Monumento a Georgina Erismann

Essa escultura, intitulada “Liberdade de uma poetisa” pelas formas de asas alçando vôo, registra a criação mais enaltecida de Georgina quando elaborou o Hino a Feira de Santana. Agora comemorando 80 anos de sua criação.

Esta homenagem idealizada pelo Prefeito José Ronaldo de Carvalho será plantada na Avenida João Durval Carneiro no dia 02 de dezembro de 2008 em frente ao Shopping Boulevard demonstrando que Feira tem memória e retribui aos seus benfeitores, dando exemplo para futuras gerações.

O projeto é do artista plástico Gil Mário e tem as seguintes dimensões: altura 5.60m x largura 2.00m x comprimento 1.10m.

Constam na parte inferior da escultura o Hino a Feira de Santana e o nome Georgina Erismann vazado na chapa.

            Em 1927, Georgina formou-se em Magistério, sendo designada professora de música e canto da Escola Normal de Feira de Santana (criada pela Lei Estadual nº. 1.846, de 14 de agosto de 1925 no Governo de Francisco de Góes Calmon) onde hoje, o prédio de 1916, instala o Museu Regional de Arte. Das atividades artísticas, consta a formação de um coral composto de alunas que em datas comemorativas faziam apresentações cantando hinos e composições da musicista. Já em 1928 faz o lançamento do hinário, e distribui com as alunas apresentando no primeiro aniversário da Escola Normal, sob sua regência o hino a Feira. As datas cívicas eram sempre comemoradas com sua participação.

            Poetisa, declamadora, musicista, compositora, professora, pianista natural de Feira de Santana, filha de Camilo de Mello Lima e Leolinda Barcelar de Mello Lima. Georgina nasceu em 27 de janeiro de 1893, recebendo o nome na pia batismal de Georgina de Mello Lima.

            Ao contrair matrimônio – 1926 – com o engenheiro Walter Tudy Erismann um dos hospedes da famosa Pensão Universal de seus pais, passa a assinar o nome artístico de Georgina Erismann. Coincidentemente o casamento foi realizado em oratório particular na residência da família Fróes da Motta tendo como padre Mário Pessoa – o casarão recentemente recuperado foi restaurado pela Fundação Senhor dos Passos e entregue ao feirense em noite festiva e admirável (2008).

            O edifício Mandacaru, na Rua Conselheiro Franco era onde funcionava a antiga Pensão Universal. Outro prédio importante em sua trajetória artística foi o Cine Teatro Santana, localizado na Rua 24 de Maio esquina com  a rua Conselheiro Franco. Possuía um bom palco, camarins e vários camarotes. Nele foi exibido grandes filmes. Várias apresentações filarmônicas, companhias teatrais, artistas da terra, campanhas políticas e etc.

            Um sonho de Georgina, a Escola de Música já consolidada é transferida para o Ginásio Santanópolis onde aconteceu um ato solene no dia 01 de agosto de 1939.

            Um festival magnífico pela variedade, pelo valor e pela excelente execução dos números, solenizou a instalação da Escola Oficial de Música de Feira no bem reputado estabelecimento de ensino que era o Ginásio Santanópolis.

            Georgina teve que se transferir para o Rio de Janeiro e ao despedir-se proferiu um discurso solene onde faz alguns agradecimentos; em determinado trecho diz: “obedecendo ao destino, dentro de alguns meses terei de partir. E, nesta emergência de pleno acordo com a Diretoria do Instituto de Música da Bahia, convidei o nosso ilustre conterrâneo, Dr. Áureo de Oliveira Filho para substituir-me na direção da Escola de Música de nossa terra. Feirense entusiasta, espírito fulgurante, animador de todas as manifestações culturais, talento propenso aos grandes acometimentos e empresas audaciosas, tendentes ao engrandecimento de nossa Terra, julgo que foi muito bem escolhido o Dr. Áureo de Oliveira Filho para Diretor da Escola de Música.” Desta forma, Georgina se despede de Feira de Santana.

Essa pesquisa teve como fonte o Livro do escritor Carlos Alberto de Almeida Mello que ainda esclarece sobre a Lei Complementar nº. 031, de 15 de setembro de 2006. Dispõe sobre os símbolos municipais e dá outras providências Art. 1º - O Município de Feira de Santana, Estado da Bahia, na forma do Art. 6º, da Lei Orgânica Municipal, com redação dada pela Emenda Orgânica 29/06, de 26 de abril de 2006 tem por símbolo o Brasão, a Bandeira e o Hino, criados na forma estabelecida nesta Lei. A homenagem deve-se a persistência do Prefeito José Ronaldo de Carvalho em registrar e resgatar a memória das ilustres personagens feirenses que contribuíram para o engrandecimento desta Terra. 

 

Hino a Feira de Santana

 

Salve, ó terra formosa e bendita!

Paraíso com nome de Feira...

Toda cheia de graça infinita,

És do Norte a princesa altaneira.

 

Bem nascida entre verdes colinas,

Sob o encanto de um céu azulado...

Ao estranho tu sempre dominas,

Com o poder do teu clima sagrado.

 

Sorridente como uma criança,

Descuidosa da sua beleza...

Do futuro és a linda esperança,

Terra moça de sã natureza.

 

Poetisa do branco luar...

Pelas noites vazias de agosto,

Fiandeira que vive a fiar,

A toalha de luz do sol posto.

 

De Santana és a filha querida,

Noite e dia por ela velada.

E o teu povo tão cheio de vida,

Só trabalha por ver-te elevada.

 

Salve, ó terra formosa e bendita!

 

Georgina de Mello Lima Erismann (1893-1940)

 

Gil Mário – Texto publicado no Jornal Folha do Estado no domingo, 30 de novembro de 2008.

 

Escultura em homenagem à Georgina Erismann

 

Monumento ao Caminhoneiro

 Monumento ao Caminhoneiro

O Monumento ao Caminhoneiro foi erigido na Praça Jackson do Amaury em Feira de Santana, a pedido do prefeito José Ronaldo de Carvalho com a finalidade de homenagear o profissional do volante pelos serviços prestados no engrandecimento da cidade.

A placa inaugural tem os seguintes dizeres: O Brasil passa por aqui. Dos tropeiros aos caminhoneiros que fizeram e fazem de Feira de Santana uma grande cidade.

No começo, eram as tropas e seus mercadores junto com os mais diversos produtos. Com eles veio o comércio que entre um negócio e outro, Santana virou Feira. Hoje o maior entroncamento do Norte/Nordeste do Brasil, Feira de Santana é a maior cidade do interior da Bahia, um pólo comercial e industrial de destaque, que graças a estes homens, tropeiros de ontem e de sempre, com seus cavalos mecânicos transportam o progresso da nossa Princesa do Sertão.

Parabéns, irmãos caminhoneiros, essa obra é sua.

O projeto é do artista plástico Gil Mário e tem as seguintes dimensões externas a partir do piso da pista asfáltica: altura 9.30m x largura 6.00m x comprimento 40.00m, tornando-se ano da inauguração (2007), o maior monumento sem fins utilitários, a não ser artístico e histórico do Norte/Nordeste do Brasil.

 

 

Artista Plástico Gil Mário

O artista Gil Mário
Artista Plástico Gil Mário

 

O artista plástico baiano Gil Mário de Oliveira Menezes nascido em 1947 é professor titular da Universidade Estadual de Feira de Santana desde 1976 e Curador do Museu Regional de Arte a partir do ano de 1996.

Participando de ações culturais, tornou-se membro do Instituto Histórico e Geográfico e da Academia de Letras e Artes da cidade.

Sua formação acadêmica na UFBA é a Licenciatura de Desenho e Plástica pela Escola de Belas Artes da Bahia.

Como artista, sua maior realização é o Monumento ao Caminhoneiro e destaca as 23 exposições individuais como parte do currículo, priorizando pela importância das Galerias citadas:

2008, Maria da Luz Galeria de Arte “Coleção Heretuns”, Feira de Santana – BA

2007, Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira, “Memórias Pintores de Feira de Santana” – BA

2006, Galeria Neuter Michelon – Caixa Cultural, São Paulo – SP

2006, Galeria de Arte Prova do Artista, Projeto Cultural Arte Sofitel – Salvador - BA

2005, Galeria de Arte ACBEU, artista convidado, Salvador – BA

2005, Galeria de Arte Áurio Filho do CETEB, “Coleção Afro – brasileira”, Feira de Santana – BA

2004, Museu Casa do Sertão, “O Sertão em Festa”, Feira de Santana – BA

2004, Galeria de Arte Prova do Artista, Projeto Sofitel, Salvador – BA

2004, Galeria de Arte Áurio Filho do CETEB, “Coleção bumba-meu-boi”, Feira de Santana – BA

 2003, Conjunto Cultural da Caixa, Galeria Mirante, “Cores da minha Terra”, Salvador – BA

2002, Museu Galeria de Arte Caetano Veloso, Santo Amaro – BA

2002, Museu de Arte Contemporânea MAC, Retrospectiva, Feira de Santana – BA

2002, Museu Hansen Bahia, Cachoeira – BA

2000, ATRIVM, Galeria de Arte, Salvador – BA

1999, Prova do Artista Galeria de Arte, Espaço Cultural Eliane, Salvador – BA

1997, Museu Regional de Arte, 30 Anos de Fundação, Feira de Santana – BA

1997, Prova do Artista Galeria de Arte, Hotel Sofitel, Projeto Arte Bahia, Salvador – BA

1993, ADA Galeria de Arte, Salvador – BA

1992, Espaço Cultural Gil Mário, Feira de Santana – BA

1990, NR Galeria de Arte, Salvador – BA

1989, Galeria O Cavalete, Salvador – BA

1986, Noguerol Galeria de Arte, Salvador – BA

1979, Galeria Cañizares, Salvador - BA 

 

Além destes 23 destaques Gil participou de 91 coletivas em todo o Brasil, até outubro de 2008. São 47 anos de artes plásticas e 34 anos de exposições.

 

O artista escreve semanalmente a coluna “Universo das Artes” no jornal local, Folha do Estado e publicou em 2007 o livro Cultura e Artes Plásticas”, pela Universidade Estadual de Feira de Santana.

           

            E citado em livros e artigos, como “Amador das Artes 50 anos de crítica de artes”, “Gente da Bahia”, “100 Artistas Plásticos da Bahia”  e nas revistas “Sitientibus da UEFS, “Panorama da Bahia”,”Arte Bahia”, “Revista da Bahia”, “Veja”, “Gente & Atualidade”, “Guia das Artes”- 1996,97,98 “Revista Caras” edição 342, “Dicionário Artes Plásticas Brasil”, “Dicionário Personativo, Histórico e Geográfico de Feira de Santana” , “Feira em Revista” , “revista FOCO”

 

            Gil Mario já foi tema de textos assinados por: Reynivaldo Brito, Floriano Teixeira, Edivaldo Machado Boaventura, Carlos Eduardo da Rocha, Dival Pitombo, Josélia Costa Andrade, José Carlos Teixeira, Simone Ribeiro, Matilde Matos, Hugo Navarro, Cândida Silva, Carlos Lima, José Ronaldo de Carvalho, César Romero, Aldo Tripodi, Marcos de Lontra Costa, além de varias citações em jornais.

 

Palestras realizadas

 

2006 - A pintura de Gil Mario no panorama cultural brasileiro – Local: Caixa Cultural, São Paulo, - SP, em 16 de dezembro.

2006 – Ciclo do Couro em Feira, Arte Moderna, Pós- Modernismo e Récup’art. Local: Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA em Feira de Santana. BA.

2005 – Da queda de Constantinopla a Leonardo Da Vince. Local Academia de Letras de Feira de Santana.

2005 – O modernismo e o artista feirense Local: International Women’s Club de Feira de Santana Bahia.

 

Publicado no projeto “Memórias Artistas de Feira de Santana”, da Fundação Carlo Barbosa com o lançamento oficial no Museu de arte Contemporânea – Raimundo Oliveira em 2007.

 

 

Professora da UEFS lança livro de inglês específico para concursos

 Foto: capa do livro Maria LinaFoto: capa do livro

Foi lançado este mês o livro CON TEST – Inglês específico para concursos, voltado prioritariamente para aqueles que desejam ter sucesso em seleções públicas nas mais diversas áreas. É um material que inclui textos, questões de concursos e pontos gramaticais relevantes para a leitura e compreensão de textos. Tudo criteriosamente escolhido para atender às exigências dos editais públicos.

 Cada unidade inclui textos, questões de concursos, comentários de provas, explicações gramaticais e exercícios para fixação das estruturas gramaticais e vocabulário. No que diz respeito às novas expressões, o material inclui atividades que ampliam esse conhecimento através de sinônimos, antônimos, mapas de derivados e exercícios contextualizados com o objetivo de enriquecer o conhecimento pertinente à área de interesse.

 O livro apresenta inúmeras charges do cartunista americano Randy Glasbergen, prolífico desenhista e crítico do cotidiano  do mundo dos negócios, do mundo político e das relações pessoais e de trabalho. Estas charges além de serem coerentes com os assuntos tratados nas unidades, tornam o material agradável e divertido. 

Ao final deste material, encontram-se o gabarito correspondente às respostas dos exercícios e um suplemento gramatical que possibilitam ao aluno esclarecer suas dúvidas.

 Todos estes recursos seguem teorias modernas que visam a formação de leitores proficientes, que é exatamente o que as instituições públicas esperam dos candidatos aprovados.     

As autoras Profa. Maria Lina Garrido e Profa. Clese Prudente são professoras com grande experiência em ensino, de modo particular na área de leitura. A Profa. Maria Lina, membro do quadro docente do Curso de Letras da UEFS é Mestre em Educação, tendo desenvolvido pesquisa sobre materiais didáticos para cursos de leitura em língua inglesa. Tem participado de Comissões de Avaliações de Cursos de Formação de Professores, instituídas pelo Conselho Estadual de Educação e colaborou como parecerista junto ao MEC na elaboração dos Parâmetros Curriculares. Sua experiência em aulas presenciais e telepresenciais no Curso para concursos JUS PODIVM-Salvador contribuiu para estabelecer o vínculo ensino-leitura-concurso.  A Profa. Clese Prudente, Especialista em Educação traz para este livro sua grande experiência de ensino no Centro de Educação Tecnológica da Bahia - CEFET, assim como experiências em instituições privadas de nível superior e em cursos preparatórios para o vestibular. Contribui com sua vasta habilidade como revisora de instrumentos de avaliação, atualmente desenvolvida na área de ensino a distância na Faculdade de Tecnologia e Ciências -FTC.   

 Esta é uma publicação da editora paulista DISAL, especializada em material didático dirigido ao ensino de línguas estrangeiras. Ele se encontra na Livraria Atlântica, aqui em Feira, e, em  Salvador, na  Disal, Cultura e Saraiva. Por isto, este é um livro que recomendo.

 

 

Museu Regional de Arte de 1967 a 2010

No dia 26 de março o MRA comemora 43 anos de fundação

 

 

Inaugurado em 26 de março de 1967 com um acervo de 100 trabalhos aproximadamente, o Museu Regional de Arte desenvolveu seu papel com a participação de abnegados dirigentes até 1985 quando passou para a tutela da Universidade Estadual de Feira de Santana.

 

Existe uma grande polemica sobre a criação do MRA e seus benfeitores. Acredito que duas versões se completam: a descrição do professor Joselito Falcão de Amorim (prefeito da época de sua inauguração) e remanescentes de intelectuais feirenses que antecederam a inauguração.

 

Segundo o professor Amorim “os esforços de Odorico Tavares diretor dos Diários Associados na Bahia, de Alaor Coutinho, secretário da Educação e Cultura do Estado da Bahia e o apoio inconteste de Assis Chateaubriand, diretor proprietário dos Diários Associados doando ou incentivando a doação de 80% do acervo primário desse Museu além do governador Lomanto Junior, propiciaram essa realidade”.

 

Chateaubriand que voltava da Inglaterra onde exerceu a função de embaixador brasileiro veio com idéia de fundar Museus no Nordeste, sua região de nascimento: chegou a realizar este sonho na Paraíba em Campina Grande criando o Museu Assis Chateaubriand, em Pernambuco criou o Museu de Arte Contemporânea na cidade de Olinda. Só faltava o de Feira de Santana na Bahia.

 

Coordenados por Joselito Amorim que já tinha promulgado a Lei 516 de 06/01/1967 criando o setor de documentação (Arquivo Público Municipal). Agora era o momento do registro visual, o MRA. Com isso, artistas e intelectuais como Jorge Amado, Wilson Lins, Godofredo Filho, o livreiro Dermeval Chaves entre outros, envolveram-se nesse projeto.

 

A outra versão trata da idéia de um Museu que registrasse o “Ciclo do Couro”, período que Feira evoluía em função do comércio do gado e o artista era um mero artesão decorando e criando talhas, moringas, selas e arreios, redes, carro-de-boi, carroças, utensílios da casa de farinha entre muitos outros objetos da sobrevivência. Aí o defensor era Eurico Alves Boaventura um amante da cidade “Portal do Sertão” com todo seu envolvimento de entroncamento rodoviário e comercial do país. Daí a inclusão do nome “Regional” no MRA (atualmente impróprio porque a parte regional foi transferida para o Museu Casa do Sertão no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana) ficando no atual prédio o acervo (prédio da antiga Escola Normal de 1916), apenas as coleções de Arte Moderna, mais notadamente os movimentos da semana de 1922 até os pós-modernistas baianos (artistas que representam nosso Estado até 2008). Hoje com quase 260 exemplares o Museu registra representantes dos principais acontecimentos culturais na área das Artes Plásticas do País e algumas coleções estrangeiras.

 

Assim, assumiu hoje, uma nova postura pluricultural quando apresenta em suas dependências coleções emprestadas por outras instituições a exemplo dos artistas Maxi Malhado, Florival Oliveira e Cesar Romero.

Nesse momento, cabe lembrar algumas diferenças do propósito da separação do acervo regional, artesanal, cultura de raiz e o erudito. Na convenção da Diversidade Cultural da UNESCO, foi considerado um grande passo a luta pela preservação das culturas regionais, fenômeno considerado da pós-modernidade, porque nem sempre a cultura popular gozou de reconhecimento tanto nos meios acadêmicos como no âmbito da cultura hegemônica. A citação de Carlos Magno Vitor da Silva, recorrendo a Nestor Garcia Canclini (argentino), quando diz que “o popular é nessa história o excluído; aqueles que não têm patrimônio ou não conseguem que ele seja reconhecido e conservado; os artesãos que não chegam a serem artistas, a individualizar-se, nem a participar do mercado de bens simbólicos legítimos; os espectadores dos meios massivos que ficam fora das universidades e dos museus, ‘incapazes’ de ler e olhar a alta cultura porque desconhecem a história dos saberes e estilos.” (1998, p.205). Hoje,ao contrário do citado, existem Museus específicos para o regional, a exemplo do Museu Casa do Sertão para onde foi a “Sala do Couro” muito bem contextualizada. Apesar de tudo a UNESCO vem reconhecer a importância das tradições populares.

 

Agora é pertinente destacar o papel do museu de arte como se coloca: responsável por nos apresentar uma imagem do passado, clareando a memória e nos colocando no espaço geográfico e histórico da nossa evolução artística. Segundo Roberto Heiden “com a impossibilidade de nos apresentar por completo tal passado, a memória que se constitui pode variar. Por meio das exposições ou dos diferentes arranjos museográficos, o enquadramento que envolve uma obra de arte é maleável, porém, esta obra mantém as suas características matérias, na medida em que um museu também se ocupa da sua conservação. É a partir de tais características que, normalmente as diferentes memórias relacionadas à produção artística têm um centro de referencia apontando para questões estéticas e históricas, ou seja, cultural”.

 

O estudo da história da humanidade e da geografia é parte indispensável para o entendimento da evolução do homem no contexto artístico e cultural preservados nos museus. Sem os quais, não nos transportamos no tempo e espaço, para melhor nos colocarmos como espectadores.

 

Mais voltando à história do MRA, originalmente chamado de Museu Regional de Feira de Santana, diz a segunda versão que Vasconcelos Maia (na época, era o diretor de Turismo de Salvador) e Dival Pitombo, sugeriram a criação do Museu do Vaqueiro junto a Eurico Alves, mas a idéia não vingou porque a Câmara de vereadores não tomou a menor importância.

 

Quem veio a facilitar a existência concreta novamente é Joselito Amorim mobilizando os arquitetos Jader Tavares, Diocleciano Barreto, Fernando Frank e Oton Gomes, modificando a antiga sede do Campo do Gado e possibilitando implantar de fato, as obras na sua grande maioria de artes plásticas e não do vaqueiro. Criou-se então a Fundação Museus Regionais de Feira de Santana em 20 de fevereiro de 1967 cuja direção estava composta por João da Costa Falcão, como presidente; Eurico Alves Boaventura, como vice-presidente; Fernando Pinto de Queiroz, na função de secretário; Jorge Bastos Leal, como tesoureiro e Dival da Silva Pitombo, no cargo de diretor executivo.

 

Desta maneira, legalizava-se a existência do MRA na sede da Rua Professor Geminiano Costa onde esteve até 1995 quando foi transferido para o Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA), órgão da Universidade Estadual de Feira de Santana que desenvolve a política artística e cultural desta instituição Estadual.

 

O Museu Regional de Arte completará em 26 de março de 2010, 43 anos de sua fundação.

 

Como documento histórico, completo essa citação reproduzindo na integra o Conselho Consultivo da Fundação do Museu Regional de Arte de Feira de Santana no ano de 1967:

Antônio Lomanto Júnior, Governador do Estado; Alaor Coutinho, Secretário de Educação e Cultura do Estado; Prof. Joselito Facão de Amorim, Prefeito Municipal; Deputados Federais: Wilson da Costa Falcão e Rui Santos; Áureo Filho e Hamilton Cohim; Deputados Estaduais: Dr. João Durval Carneiro, Prefeito Eleito Dr. Jackson Berenguer Prado, Bispo Diocesano; Paulo Almeida Cordeiro, Presidente as Câmara de Vereadores; Almiro de Almeida Vasconcelos, Secretário de Educação do Município; Odorico Tavares, Superintendente dos Diários Associados; João da Costa Falcão, Diretor do “Jornal da Bahia”; Raimundo Nonato Rodrigues Vilela, Juiz de Direito da Vara Civil; Frei Romano de Coli, Custódio de Convento dos Capuchinhos; Madre Maria Henrique, Superiora do Asilo N. Sra. de Lourdes; Dival da Silva Pitombo, Diretor do Instituto Educacional Gastão Guimarães; Romancista Jorge Amado, Profª. Laura Pires Foly, Diretora do Colégio Estadual; Bel. José Maria Nunes Marques, Diretor do Ginásio Municipal; Pe. Renato de Andrade Galvão; Pe. Aderval Saback de Miranda; Eurico Alves Boaventura; Amélio Amorim, Presidaente do Rotary Clube; Almir de Oliveira dias, Diretor do Hospital D. Pedro de Alcântara; Mário Linhares Nou, Gerente do Banco do Brasil; Vicente Quezado Leite, Gerente do Banco Econômico; José Souto Soares, Gerente do Banco da Bahia, Gil Marques Porto, Presidente as Associação Rural, Srs. Jorge bastos Leal; Renato Santos Silva; José Joaquim Lopes de Brito; Profª. Laura ribeiro Lopes; Hugo Navarro Silva; Valdir da Silva Pitombo; José Maria Anchieta de Santana, Thalma Marques de Souza, Raimundo Carneiro Pinto, Arminda Emília Guimarães de Alencar e Fernando Pinto Queiroz.

 

Gil Mario de Oliveira Menezes

Artista plástico e curador do MRA-Feira de Santana