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Esterilização feminina: vantagens e desvantagens, bases legais e opiniões de obstetras.

SANTOS, Alessandra Peixoto. 1998. Monografia. (Graduação em Enfermagem) – Departamento de Saúde, Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana.

SANTOS, Alessandra Peixoto. Esterilização feminina: vantagens e desvantagens, bases legais e opiniões de obstetras. 1998. Monografia. (Graduação em Enfermagem) – Departamento de Saúde, Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana.

Prof. Dr. Guido Rummler (Orientador)

RESUMO
É de domínio comum que, desde antes de sua legalização, a laqueadura já era o principal método contraceptivo utilizado pelas brasileiras sexualmente ativas. O presente trabalho discorre sobre os vários pontos que permeiam o tema acima citado, envolvendo aspectos acerca da escolha deste método como: desinformação e falta de ética médica, que podem comprometer a saúde da mulher, principalmente pelo seu caráter definitivo. Para responder a esta problemática estabeleceram-se como objetivos: identificar as vantagens e desvantagens da laqueadura; formular um histórico sobre as bases legais da esterilização e identificar concordâncias e discordâncias nas opiniões de três obstetras. Para a coleta de dados, foi utilizado o acervo da biblioteca da UEFS, acessada a Rede Internet do Laboratório de Informática em Saúde da UEFS e entrevistas com três obstetras de um hospital público de Feira de Santana, com atendimento exclusivo a mulheres, sobre a legalização da laqueadura e seus aspectos éticos e políticos. No que tange às vantagens e desvantagens da laqueadura, têm-se o fato deste método ser eficaz, imediatamente efetivo após a cirurgia, é permanente, não interferindo com a amamentação e com o ato sexual, e é benéfico quando a gravidez representa um risco à saúde. Entretanto, é quase impossível a sua reversibilidade, produz risco cirúrgico, requer profissional com prática e não protege contra doenças sexualmente transmissíveis, além de poder causar seqüelas irreversíveis e problemas psicológicos. Por todos esses pontos, a legalização deste procedimento contraceptivo parece ser um instrumento de conscientização aos casais que pretendem adotá-lo e de respaldo legal para os profissionais, apesar do pessimismo e dos diversos fatores desfavoráveis ressaltados pelos obstetras ouvidos, como os sócio-econômicos e culturais, a idade precoce, os fatores psicológicos e o resguardo à ética profissional na sua indicação. Consideramos que o possível alcance dos objetivos propostos na Lei do Planejamento Familiar se dará dentro de um longo prazo e dependem, principalmente, do compromisso profissional e da conscientização dos usuários.

PALAVRAS-CHAVE
Esterilização feminina, Planejamento familiar.