No final de 1999, as professoras Ana Angélica Vergne de Morais e Lucidalva Correia Assunção Todero criaram o projeto de pesquisa Resgate da Memória Literária de Feira de Santana – 1900/1970. A idéia de criação de em núcleo de estudos, voltado para as áreas de letras, história e artes surgiu quando da participação das referidas professoras em um Seminário de Pesquisa promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UEFS. Nesse seminário, discutiu-se sobre a necessidade de promoção de projetos que estivessem sintonizados em rede e se agregassem às várias áreas de conhecimento dos Departamentos.
A idéia inicial foi sendo amadurecida, a caminho de sua realização concreta, em dois outros eventos, a saber: a organização do livro Aloisio Resende: poemas; ensaios críticos e dossiê, em 2000, que contou com a colaboração de estudiosos das áreas supraditas, no esforço conjunto de dar respostas à problemática suscitada pelo corpus editado; a participação, também, das professoras Ana Angélica e Lucidalva na I Jornada de Periódicos Literários, realizado na UFBA, no mesmo ano. Na ocasião, pelo reconhecimento público do trabalho até então desenvolvido pelas pesquisadoras acima mencionadas, o projeto passou a integrar o Projeto Memória e Literatura nos periódicos brasileiros: do Romantismo à Contemporaneidade,promovido pelas Universidades PUC-RGS, UFBA, UNESP-Assis, com a coordenação dos professores: Profa. Dra. Maria Eunice Moreira, Profa. Dra. Ivia Alves e Prof. Dr. Luís Roberto Cairo, respectivamente.
Anteriormente à criação oficial desse núcleo, os projetos que ora o compõem já vinham sendo desenvolvidos em separado, mas nesse sentido de intercâmbio. A partir dos eventos acima referidos e com as reflexões já bem adiantadas do grupo em torno da concepção do fazer pesquisa, da relevância que ela deve ter dentro do processo acadêmico-científico e da objetividade nas propostas de linhas e de interesses comuns evidenciados, formou-se, ainda, um grupo de discussões de suas próprias experiências individuais de pesquisa. Nesse grupo, constituído de forma assistemática, sentiu-se que muitas das angústias e ansiedades eram similares, convergiam para um mesmo ponto e poderiam ser pensadas e amadurecidas numa proposição conjunta, sem perda das especificidades de cada área.
Fazendo parte desse grupo de pesquisadores, além das professoras Ana Angélica e Lucidalva, estavam os professores Norma Lúcia de Almeida, Clóvis Frederico R. M. Oliveira e Carla Luzia Carneiro Borges. Iniciou-se, portanto, um desvelamento das intenções de estudo e o reconhecimento de que todos, cada um ao seu modo, estavam preocupados com questões identitárias: seja ao buscar o resgate de memória literária, seja buscando a caracterização de uma fala feirense local, seja buscando o percurso de um sujeito/aluno produtor de discurso e da definição de seu estilo individual, ou seja, ainda buscando os elementos de construção do regional/nacional, cada membro apontava para uma discussão sobre identidade.
Após passar por um período de poucas atividades, o NES vem redefinindo seu perfil acadêmico e ganhando uma nova dinâmica, havendo, inclusive, mudanças no seu corpo docente, com o afastamento de uns, e a presença de novos pesquisadores.