Grupos de Pesquisa

 

Colaboradores

 

Daiane da Fonseca Pereira

e:mail: daianelet@bol.com.br, daypereyra@yahoo.com.br
Currículo Lattes

 

Projeto Individual:

 

Título: Religiosidade e Alegoria em Gil Vicente e José de Anchieta(Financiado pela PIBIB/UEFS/CNPq)


Resumo: No que tange à história do teatro em Língua Portuguesa, muito se tem estudado sobre o teatro de Gil Vicente e a influência que este exerceu, e ainda exerce, em seus contemporâneos.

Tamanha influência deve-se ao fato de Vicente ser um autor universal que tratou de temas que continuam atuais. Gil Vicente é um homem que viveu e produziu no turbulento século XVI, reproduziu sua época e colocou-se à frente da mesma.

José de Anchieta, outro dramaturgo do século XVI, comunga dos atemporais temas vicentinos, porém os utilizando a favor de sua ideologia religiosa, por sinal, como também fazia Gil Vicente, só que com mais e maior originalidade.  
Gil Vicente defendia um cristianismo voltado para as origens, idéia defendida por São Francisco de Assis, o que o leva a criticar membros da Igreja Católica que não seguiam os preceitos ditados por esta, como se pode ver no Auto da Feira, em que faz uma dura crítica à cobrança de indulgências pelo clero. A crítica vicentina é feita através de recursos alegóricos, que pretendem, entre outras coisa, suscitar o riso do leitor.

As alegorias religiosas servem, via de regra, para um prática constante na obra de Gil Vicente: a crítica à sociedade para a qual ele produzia. Ao contrário deste, José de Anchieta, em suas peças, utilizava alegorias religiosas com a finalidade de aculturar os índios brasileiros que estavam sob a tutela das comunidades jesuítas. O teatro anchietano objetivava a conversão do público (índio), um ensinamento que não se aplica especificamente aos autos de Gil Vicente.   

Com este Projeto de Pesquisa, aspira-se estudar a religiosidade e a alegoria no contexto do teatro em língua Portuguesa, tendo por base as obras de Gil Vicente e José de Anchieta. Neste estudo, a análise do contexto histórico, dos temas, das idéias, da linguagem, das fontes e a interpretação de situações que constituem cada uma das obras compõem as estratégias que utilizaremos para observar e demonstrar de que modo Vicente e Anchieta utilizaram-se da religiosidade e, dentro dela, da figura da Alegoria, para construírem suas obras, e em que, neste uso, os dois autores diferenciam-se, sempre levando em conta que, na relação dos dois, um segue o outro, ou seja, José de Anchieta tem como modelo Gil Vicente.

 

 

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