Casa do Sertão

Museu Casa do SertãoO Museu Casa do Sertão é um dos órgãos responsáveis pelo desenvolvimento da política cultural da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), tendo uma atuação marcante no fomento e difusão da cultura local e no resgate, preservação e valorização da cultura popular.

Construído no Campus Universitário, em 1978, pelo Lions Clube de Feira de Santana, que doou o espaço à Universidade, o Museu contava, inicialmente, apenas com uma sala para exposições temporárias, uma sala para a exposição do acervo permanente e uma pequena biblioteca.

Ao longo dos anos, houve um notável crescimento, tanto em termos de estrutura física quanto de acervo museológico. Novas peças foram incorporadas à coleção do Museu Casa do Sertão, a exemplo do Acervo do Couro, que pertenceu ao Museu Regional de Arte de Feira de Santana (MRA), sendo transferido para a Casa do Sertão em 1995, após a vinculação do MRA à UEFS; e da biblioteca pessoal do Monsenhor Renato de Andrade Galvão, doada em vida pelo sacerdote, educador, historiador e Vice-Reitor da Universidade (1979 - 1987) pouco antes de sua morte, em 1995.

O acervo, que foi agregado ao Centro de Estudos Feirenses (CENEF), também criado pelo cura, passou, posteriormente, por meio de resolução do Conselho Universitário (CONSU), a constituir a Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão. Com 4.916 exemplares, entre livros especializados em História (sobretudo de Feira de Santana), cultura popular e literatura de cordel; jornais dos séculos XIX e XX; manuscritos; cartas de alforria; monografias; dissertações; revistas do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia e outros periódicos; o acervo é, até hoje, um centro de referência para estudantes e pesquisadores.

Entre 1995 e 1996, o prédio que abriga o Museu Casa do Sertão sofreu uma grande reforma, triplicando a sua área construída, que passou de 212,72 m² para 708,46 m². A ampliação possibilitou a redistribuição do acervo, em função da criação de novos espaços, como a Sala do Artesanato, que passou a abrigar o acervo iconográfico; a Sala Eurico Alves Boaventura, que recebeu o acervo do Ciclo do Couro; a Sala Dival da Silva Pitombo, reservada a exposições temporárias; a Sala da Administração; o Centro de Estudos Feirenses; o Núcleo de Literatura de Cordel; a Biblioteca Setorial; a Reserva Técnica e o Pavilhão Anexo, destinado às peças de grande porte.

Compartilhando do ideal de tornar a UEFS uma Universidade inserida no seu entorno e que, no âmbito de sua vocação múltipla e universal, contempla, cada vez mais, a sua regionalidade, o Museu Casa do Sertão vem preservando a cultura sertaneja e resguardando aspectos do cotidiano do homem sertão. Possui uma coleção iconográfica constituída de 1.169 artefatos em couro, cerâmica, metal, madeira, fibras e matrizes de xilogravura, que remetem à maneira de ser do povo nordestino. Esse acervo permanece aberto à visitação pública diariamente, em horário comercial.

A Casa do Sertão possui também uma discoteca de músicas sertanejas, uma biblioteca especializada em diversas áreas do conhecimento sobre Feira de Santana e região e um acervo de Literatura de Cordel, com aproximadamente 2.400 exemplares, escritos por autores clássicos e modernos.

No órgão suplementar, há, ainda, um grupo de pesquisa, que tem por diretriz básica a produção e divulgação de estudos e investigações de caráter histórico, socioeconômico e cultural sobre Feira e região. Esse trabalho se faz presente através da publicação de instrumentos de pesquisa (inventários sumários e analíticos, guias etc), elaboração de livros didáticos alternativos, dentre outros. As pesquisas são desenvolvidas no acervo documental e bibliográfico do Museu, bem como em arquivos públicos e privados de Feira de Santana, Cachoeira e Salvador.

O Museu Casa do Sertão é um espaço dinâmico, que atrai um público bastante diversificado, em busca de informações culturais e de apoio à pesquisa. Atualmente, procura incentivar a realização de novas investigações na área da cultura popular, resgatando, dessa forma, informações sobre a memória histórica e cultural da microrregião de Feira de Santana e, sobretudo, valorizando o papel desempenhado pelo homem sertanejo na formação social do Estado da Bahia.

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