|
v
O Vetor
|
a Agenda |
c
O Curso
|
d DAFIS | u Universidade |
"Povo unido é povo forte"
Outubro de 2003

Ato público em defesa da Universidade
No dia 23 de setembro desse ano foi deflagrada uma greve estudantil na Universidade Estadual de Feira de Santana, como mecanismo de pressão para a Administração Superior viabilizar uma série de reivindicações, nas quais, 19 delas já haviam sido aprovados no Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, a exemplo do restaurante universitário com sistema de bandeijão, que nem sequer se encontrava no planejamento de 2004.
Vinculado à greve estudantil, fez-se o movimento de ocupação do prédio da reitoria, pois muito do que nós estudantes reivindicávamos necessitava-se de certa urgência, e, tendo em vista a inércia da Adiministração Superior em atender nossa pauta de reivindicações, ela fez com que o prédio da reitoria se tornasse inútil, pois naquele momento (e em quase todos da história dessa Universidade) o trabalho mais importante a se fazer eram aqueles 23 itens.
Fica notável a vontade do reitor em primar pela qualidade do ensino, pesquisa e extensão ao se importar tanto com uma deliberação da categoria estudantil e usar um mecanismo judicial (reintegração de posse), contra os mesmos, dando um tiro na base da instituição a qual ele é fundador. Assim, no dia 8 de outubro, a polícia adentrou o campus universitário expulsando os estudantes do prédio da adiministração superior. Com isso restam duas opções ou o estudante é vândalo ou não pode ter direitos.
Mas o que era para durar uma ou duas semanas no máximo, viraram 50 dias. Pois tornou-se extremamente difícil a compreensão dos administradores dessa instituição de que os problemas estudantis ferem toda a comunidade universitária, em síntese, devemos estudar não para nossa realização pessoal e coletiva, mas sim para mantermos as aparências de uma Universidade com reconhecimento internacional, desprovida de papel, com um quadro de doutores fantástico, e apenas 415 bolsistas num universo de quase 10.000 estudantes.
Sem esquecer, não poderíamos deixar de lembrar daqueles que envergonham a categoria estudantil, não por idéias distintas (o que fortalece o debate), mas sim pela falta de respeito com as deliberações de sua própria categoria, tornando-se cúmplices dos atos antidemocráticos e repressores da atual administração ao longo desse movimento.
Contudo nunca deixaremos de confiar em nossa capacidade transformadora. Nós estudantes possuímos um potencial que ajudará a definir melhor os rumos dessa e de outras Instituições de ensino (como está ocorrendo atualmente). Até porque não existe Universidade sem estudante. Portanto estudantes, façam valer nossa luta, lutando agora e até quando for necessário, pois a luta é minha também é sua, e a luta continua.
DAFIS ATRITO
outubro de 2003