CONCEPÇÃO CURRICULAR

 

Nos dias de hoje, ao perceber-se que o indivíduo é o principal construtor da sua própria aprendizagem, que os saberes não se esgotam em si próprios, mas que adquirem sentido na medida em que se é capaz de os utilizar para resolver situações complexas, se faz imprescindível a valorização da construção desses saberes pelos alunos e a partir deles. Esta concepção do ensino/aprendizagem destaca, sobretudo, o aprender e torna o aprender a aprender uma questão fundamental e estratégica, numa lógica de aprendizagem contínua, ao longo da vida. Ora, a idéia de um ensino/aprendizagem construído com essa concepção articula-se ao desenvolvimento de competências e habilidades e a reforma curricular que este projeto apresenta está centrada nessa perspectiva. Claro que a implementação dessa proposta pressupõe a consolidação e o aprofundamento de aprendizagens anteriores.

            A definição de competências e habilidades gerais implica em uma mudança de proposta da organização curricular tradicional. A nova concepção curricular baseia-se numa interação entre os conhecimentos específicos, pedagógicos e o eixo da formação prática, salientando-se convergências e semelhanças, mas também diversidades e particularidades, indicando com mais precisão qual o papel de cada componente curricular na construção de um currículo consistente.

Sabendo que o currículo é um exercício cotidiano de seleção de conceitos, teorias e métodos que deverão ser mobilizados no enfrentamento de situações-problemas desafiadoras à inteligência e à consciência cultural, social e política dos educandos, não é salutar a priorização do “conteúdo” matemático, uma vez que o futuro profissional se forma na ação consciente sobre o mundo, sobre os fenômenos naturais, sociais e culturais. Assim, esse projeto situa a pesquisa e a prática na organização curricular, o que contribuirá para o desenvolvimento da autonomia intelectual e profissional na interpretação da realidade e dos conhecimentos matemáticos que constituem seus objetos de ensino.

É no entendimento do ato pedagógico como um catalisador do aprender a aprender que situamos hoje o currículo baseado na aquisição de competências e isto faz com que o projeto pedagógico seja essencialmente baseado na ação, sendo capaz de mobilizar saberes em situações concretas, contextualizadas, não significando apenas agir, mas compreender o foco dessa ação, perceber o que é necessário para intervir e avaliar os resultados da ação. 

O projeto de reforma curricular do Curso de Licenciatura em Matemática da UEFS deve colocar a formação do professor de matemática no centro das discussões que gravitam em torno da Educação Básica, em especial da Educação Matemática, acompanhando e percebendo o licenciando como agente das transformações sociais, educacionais, científicas e tecnológicas da atualidade, comprometendo-se com os valores éticos e humanos do cidadão.

            Assim, teremos os eixos que estruturam a organização curricular do Curso de Licenciatura em Matemática, estando subdivididos em núcleos que deverão se articular ao longo de todo o processo de aquisição e troca de conhecimentos e experiências:

·        Eixo do Conhecimento Científico e Cultural:

o       Núcleo do Conhecimento Matemático;

o       Núcleo do Conhecimento Pedagógico;

o       Núcleo da Autonomia Intelectual e Profissional;

·        Eixo da Formação Prática:

o       Núcleo do Estágio Supervisionado;

o       Núcleo da Prática como Componente Curricular;

·        Eixo da Formação Eletiva;

o       Núcleo das Disciplinas Optativas

o       Núcleo das Atividades Complementares

 

 

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