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10/10/2019 15:30

Cesta básica de Feira de Santana mantém ritmo de queda em setembro

O projeto “Conhecendo a Economia Feirense: o custo da cesta básica em Feira de Santana”, desenvolvido por uma equipe de professores e alunos do curso de Economia da Universidade Estadual de Feira de Santana (uefs), divulgou o resultado da coleta de preços dos produtos que compõem a cesta básica e confirmou que o ritmo de queda do valor da cesta persistiu em setembro. Para adquirir os 12 produtos, na quantidade indicada pelo Decreto-Lei Nº 399/ 1938 (que regulamenta a ração essencial mínima do brasileiro), o cidadão feirense desembolsou R$ 296,03 em setembro. Foi um valor 5,3% menor que aquele observado em agosto.

Mais uma vez, o tomate foi o principal responsável pela queda do valor da cesta, uma vez que teve preço médio 24,7% menor que o verificado no mês anterior. Banana-prata e feijão também apresentaram preços significativamente menores, respectivamente, 9,6% e 8,0%, quando comparados aos preços médios de agosto. Além desses três produtos, arroz, café, carne, farinha de mandioca e leite registraram preços médios inferiores aos coletados no mês passado.

Os quatro produtos associados ao café da manhã (café, leite, pão e manteiga) mantiveram-se com peso significativo na cesta, da ordem de 36,4%. Por sua vez, os três produtos que compõem a refeição básica do trabalhador (arroz, feijão e carne) responderam por outra parcela importante da cesta básica: 35,2%.

A despeito da queda substancial do preço médio do tomate, a análise do peso relativo dos produtos individualmente na composição da cesta básica não se alterou: permaneceram com maiores participações a carne (25,4%), o pão (18,0%) e o tomate (11,2%). Assim como não se alteraram os produtos que apresentaram, de forma individual, os menores pesos relativos na cesta: óleo (1,2%) e café (1,7%).

Quando o foco passa para a importância do valor da cesta básica na renda do trabalhador, observou-se que, para um cidadão de Feira de Santana que recebe salário mínimo, o tempo de trabalho necessário para adquirir a cesta básica foi de 70 horas e 55 minutos. Ou seja, praticamente três horas a menos que o tempo necessário calculado no mês de agosto. Cabe esclarecer que, para essa avaliação, toma-se como parâmetro o valor do salário mínimo líquido, R$ 918,16.

Acesse AQUI todos os detalhes.

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