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16/05/2018 10:00

Seminário sobre os 10 anos de ações afirmativas aconteceu esta semana na Uefs

Com o objetivo de propiciar uma avaliação do Sistema de Reserva de Vagas e discutir perspectivas futuras, está sendo realizado na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) o Seminário 10 anos de Ações Afirmativas. O evento pretende, também, contribuir com a discussão que deverá ocorrer nos Conselhos Superiores, órgãos que aprovarão a próxima resolução que substituirá a Resolução Consu 034/2006.

Na abertura do Seminário, iniciado na terça-feira (15), o reitor da Uefs, professor Evandro do Nascimento Silva, deu as boas vindas aos participantes. Para Evandro, espera-se “que o Seminário seja capaz de ampliar, de forma positiva, tudo que já foi construído até então nas políticas afirmativas da Uefs e que a Instituição possa incluir cada vez mais grupos historicamente excluídos”.

Segundo a professora Norma Lúcia Fernandes de Almeida, vice-reitora e presidente da Comissão de Ações Afirmativas da Uefs, fez questão de destacar a importância do Núcleo de Estudantes Negros e Negras da Uefs (NENNUEFS) no processo, e disse que “a Uefs é uma das poucas universidades do país que garante reserva de vagas por meta, ou seja, um mínimo de 50 por cento das vagas oferecidas nos cursos de graduação, desde 2007, é reservado para cotistas”.

Ana Maria Carvalho dos Santos, pró-reitora de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis (Propaae), destacou as conquistas mas que “ainda há muito que fazer, para isso, é preciso o envolvimento da comunidade neste processo com vistas a manter e ampliar as ações afirmativas na Uefs”.

Uma das convidadas para a mesa redonda sobre “As Comissões de Verificação como uma Alternativa de Combate as Fraudes“, a Promotora de Justiça, Lívia Maria Santana Vaz, disse que os avanços no sentido de concretizar políticas públicas para garantir formas de reparação, acabam encontrando dificuldades, pois o racismo consegue se modificar e encontrar novas estratégias para continuar mantendo essa desigualdade racial em nosso país. Ainda segundo a promotora, “embora a raça seja uma construção política, história, social, não biológica, continua sendo um fator que traz obstáculos à pessoa para alcançar direitos fundamentais.

Os estudantes dos cursos de Filosofia da Uefs, indígena Ângelo Kaimbé, e de História, Lázaro Souza, alertaram sobre as questões de permanência cobrando mais ações da Administração Superior em favor dos cotistas. Organizado pela Comissão de Ações Afirmativas (CAA) e Pró reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis (Propaae), o Seminário prossegue nesta quarta-feira, 16, no Anfiteatro do módulo 2, com as mesas Percursos e Narrativas das Ações Afirmativas na Uefs (na parte da manhã) e Perspectivas Futuras das Ações Afirmativas: pela inclusão, justiça social e respeito à diversidade.

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