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01/12/2017 12:20

Seminário discute questões étnicas-raciais

Propor reflexões acerca da atual situação das questões relativas às populações negras foi o objetivo principal do “Seminário Memórias Negras: intolerância, resistências e perspectivas”. A programação, que fez alusão ao “Novembro Negro”, ocorreu na quinta-feira (30) no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), com palestras, sessões de comunicação e manifestações artísticas.


Durante a mesa-redonda sobre “Religião e Racismo” - que também controu com a participação da Dra. Deise Luciano Santos, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) - o palestrante Dr. Marlon Marcos Passos, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), destacou a discriminação enfrentada pelo religiões de matrizes africanas.


O candomblé é a religião mais agredida do ponto de vista social, mais agredida no sentido da percepção do que seria o sagrado. Justamente porque esse 'sagrado' foi inventado pelos negros africanos é que essa discriminação se dá de uma forma tão incisiva. Não há outra explicação”, explica.


Professores, servidores e estudantes acompanharam de perto a programação do Seminário e reconheceram a pertinência da temática abordada pelo evento. “Essa é uma oportunidade da gente perceber o percurso de luta da população negra e indígena e lembrar que esta precisa ser uma luta contínua”, alertou Alessandro Bastos, aluno do curso de História da Uefs.


Um Sarau Cultural encerrou o Seminário, no início da noite. Música, arte, poesia, empoderamento e diversidade marcaram a programação cultural, que ocorreu na Praça da Reitoria. Como protesto ao trabalho escravo no Brasil, à violência contra povos indígenas e jovens negros, várias cruzes foram fincadas nos canteiros da praça. Já no hall da Reitoria houve exposição fotográfica.


A programação do Seminário foi promovida pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas, com o apoio da Pró-reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis (Propaae) e do GTPCEGDS/Adufs. Já o Sarau representou a culminância da disciplina Relações Étnicas na Escolas, ministrada pela professora doutora Sandra Nívea Soares, do Departamento de Educação (Dedu) da Uefs.


O evento foi bastante positivo e alcançou todas as nossas expectativas. Programações como essas, do Seminário e do Sarau, têm papel fundamental na construção de uma Universiade mais plural, mais consciente e sem preconceito. Ficamos muito satisfeitos com os resultados”, avaliou a professora Sandra Nívea.

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